Chico Whitaker
   
 
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Por um Brasil livre de usinas nucleares
 
2015-01-05 - Porque opor-se a usinas nucleares?
 

O titulo completo deste texto (de 5 páginas) é "Porque opor-se a usinas nucleares? Da inquietação ao pânico. Ou à indignação?" Ele foi enviado no dia de hoje (05/01/2015) aos meus amigos em geral, como um voto de Ano Novo. Uma pequena nota introdutoria justifica porque mandei, numa data como esta, um texto sobre um assunto tão longinquo para a grande maoria dos brasileiros. Nele juntei uma serie de argumentos para responder à primeira questão do seu titulo. E ele termina da seguinte forma: 

Mas não podemos entrar em pânico. Temos que passar da angustia à indignação, frente à irresponsabilidade (ou, no mínimo, a inconsciência) com que as “autoridades constituídas” tratam dessas questões. E temos urgência em passar da indignação à ação, na luta contra a insanidade.

Terão as “autoridades” brasileiras um dia a coragem de tomar a decisão de eliminar da nossa matriz energética a opção da energia nuclear, antes que seja tarde demais? Precisarão, tristemente, do argumento dos fatos? Conseguirá nossa sociedade, apesar de tudo isso lhe parecer tão longínquo, pressionar essas “autoridades” para que assumam sua responsabilidade, em vez de deixar que as coisas aconteçam?

 

   
2014-12-22 - relato de viagem a fukushima
 

Fiz em Outubro de 2014, em pleno período de campanha eleitoral, uma viagem inesperada de sete dias ao Japão – mais especificamente a Fukushima, onde ocorreu o acidente nuclear de 2011. O programa foi carregado demais para conseguir fazer o que pretendia: mandar aos amigos mais curiosos, ao longo da viagem, pequenos bilhetes com relatos do que via. Mas anotei o que pude e os escrevi depois de voltar. E os divulgo agora, já depois do segundo turno das eleições, esperando que um dia os riscos inerentes ao uso da energia nuclear para produzir eletricidade recebam de nossos governantes a atenção que merecem.

   
2014-07-16 - Chico Whitaker: Energia para que, para quem e como?
 

Folha de S.Paulo

Chico Whitaker: Energia para que, para quem e como?

16/07/2014   02h00
Algo inusitado está para ocorrer em Brasília: um fórum social temático inserido no processo do Fórum Social Mundial, que aponta que outro mundo é possível.

Durante quatro dias, de 7 a 10 de agosto, a Universidade de Brasília acolherá encontros dos mais diversos sobre a questão da energia. Autônomo em relação a governos e partidos e organizado pela sociedade civil, o evento será constituído de baixo para cima: as atividades serão preparadas pelos movimentos sociais que questionam a matriz energética brasileira.

O tema é oportuno e urgente, sobretudo frente à insanidade de muito do que se faz em nosso país para se obter energia. Ao mesmo tempo em que o governo aumenta nossas contas de eletricidade, também constrói grandes barragens –"as maiores do mundo"–, que inundam extensos territórios da Amazônia e destroem sua biodiversidade, além de expulsar ribeirinhos, pescadores e indígenas de suas moradas. O governo investe em usinas movidas à carvão e petróleo, que contribuem para o efeito estufa e o consequente aquecimento global. Ameaça construir mais usinas nucleares, com seus riscos de acidentes e seu lixo radioativo legado às futuras gerações e destina grandes extensões de terra –que deixam de servir à lavoura de alimentos– para produzir etanol para carros paralisados nos congestionamentos de nossas cidades.

Mesmo quando o governo e o setor privado querem inovar, é ruim o modo como as coisas são feitas. Empresas implantam parques eólicos que desrespeitam impunemente os direitos daqueles que seus tratores encontram pela frente. Quando finalizam as construções, não raro deixam suas hélices girando sem que a eletricidade produzida seja conectada em algum sistema de distribuição. E há o pré-sal, apresentado como bem-vinda fonte de recursos, que contribuirá significativamente para a continuidade do modelo já condenado de queima de combustível fóssil. Por fim, desperdiça-se dinheiro em grandes obras destinadas ao atendimento prioritário das necessidades energéticas de empresas nacionais e internacionais de mineração.

Enquanto isso, no resto do mundo, já se busca uma transição para matrizes de produção descentralizadas de energia e o pleno uso de fontes renováveis como o sol, o vento e as marés. E ganha cada vez mais espaço a preocupação com a eficiência energética, que diminui o desperdício.

Está na hora de a sociedade civil mostrar aos tecnocratas do governo e às empresas que cometem cada vez mais crimes ambientais e sociais que é preciso questionar seriamente: energia para que, para quem e como?

O momento é mais do que oportuno: no intervalo entre o fim da Copa do Mundo e o início oficial da campanha eleitoral. Os candidatos precisam se posicionar em relação ao tema e abrir um processo responsável de discussão.

Mais de 30 entidades e movimentos sociais promovem esse grande encontro. No site do Fórum Social Temático - Energia, é possível obter informações e inscrever atividades. No encerramento do encontro, os participantes poderão comunicar à população de Brasília os resultados dos debates e realizar uma feira com as muitas iniciativas de produção descentralizada de energia que acontecem no Brasil. Um domingo que será marcado pela esperança de que entremos, pelo impulso da sociedade civil, em uma nova etapa no enfrentamento da questão energética em nosso país.

CHICO WHITAKER, 83, é membro da Comissão Brasileira Justiça e Paz e da Coalizão por um Brasil Livre de Usinas Nucleares

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PARTICIPAÇÃO

Para colaborar, basta enviar e-mail para debates@uol.com.br.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.

   
2014-07-16 - CARTA CONVITE – Fórum Social Temático sobre Energia
 
http://fst-energia.org/destaques/carta-convite/

CARTA CONVITE – Fórum Social Temático sobre Energia

Prezados amigos e amigas,

Convidamos a sua rede/organização/entidade/movimento a participar do Fórum Social Temático sobre Energia (FST-Energia), com dimensão internacional e que tem como título: “Energia: para que, para quem e como?”, a ser realizado de 7 a 10 de agosto de 2014, em Brasília, DF, Brasil.

O Brasil e o mundo precisam de uma discussão ampla e urgente sobre as matrizes energéticas utilizadas, como as hidroelétricas, as termelétricas, a energia nuclear, os combustíveis fósseis, e seu contraponto: a eficiência energética e a energia gerada a partir de fontes mais limpas, ecológica e socialmente sustentáveis, como o sol e os ventos.

A temática tem tudo a ver com o enfrentamento das mudanças climáticas, que geram sofrimento e morte de um número crescente de pessoas, e com a urgência de compromissos internacionais que deveriam avançar na COP 20 em Lima, Peru, em dezembro deste ano.

A metodologia deste Fórum é a do Fórum Social Mundial (FSM). Ela busca fortalecer as articulações entre movimentos sociais que lutam por novas formas de convivência entre as pessoas e com a natureza na perspectiva da justiça social e ambiental. Uma de suas principais dimensões é a descentralização do poder, na mesma lógica da descentralização da produção e uso de energia, valorizando as fontes disponíveis em cada localidade e a participação das famílias, comunidades e povos.

Segundo essa metodologia, as atividades são autogestionadas, isto é, organizadas pelos seus próprios participantes, que definem seus temas, suas necessidades de espaço, tempo e método. Ao Coletivo de facilitação do Fórum compete unicamente preparar a infraestrutura para a realização das mesmas, sem nelas interferir, dando a todas a mesma importância.

O FST-Energia respeitará a Carta de Princípios do FSM, que o define como uma iniciativa da sociedade civil, autônoma em relação a governos, partidos e empresas. Assim, fará parte do processo do FSM em que serão realizados durante o ano de 2014, mais de 40 Fóruns Sociais Nacionais, Regionais ou Temáticos em diferentes países.

Para participar e buscar novas informações escreva para: fst.energia@gmail.com.

As entidades que estão lançando esta iniciativa são as seguintes:

- Amazon Watch
- Articulação Antinuclear Brasileira
- Cáritas Brasileira
- Cidade Verde UNB
- Conselho Indigenista Missionário
- Comissão Brasileira de Justiça e Paz
- Comitê em Defesa de Territórios Frente à Mineração
- Conselho Pastoral dos Pescadores
- Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Social
- IBASE
- International Rivers
- Marcha Mundial do Clima
- Movimento dos Pequenos Agricultores
- Movimento Paulo Jackson
- Movimento Tapajós Vivo
- Movimento Xingu Vivo para Sempre
- Pastorais Sociais da CNBB
- Secretaria do Meio Ambiente da CUT Nacional
- Rede Jubileu Sul Brasil
- SOS Clima Terra

   
2014-07-10 - Chico Whitaker - Agentes de Cidadania
 

Depoimento do arquiteto Chico Whitaker para o programa Agentes de Cidadania da Voz do Cidadão sobre a importância de uma maior transparência do poder público sobre os riscos reais das usinas nucleares

   
2013-11-27 - Intervenção na Audiência Publica do Senado sobre o nuclear
 

Chico Whitaker, ativista da Coalizão por um Brasil livre de usinas nucleares, defende a proibição de usinas nucleares e a desativação das já existentes e fala dos riscos desse tipo de tecnologia.

Chico participou dia 27/11/2013 da audiência da Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado, que discutiu o projeto de lei do senador Cristóvam Buarque pela suspensão da construção de novas usinas num prazo de 30 anos no Brasil.

   
2012-05-01 - Porque é importante discutir, no Brasil, a questão nuclear?
 

A questão nuclear foi colocada de forma dramática em todo o mundo pelo desastre ocorrido na usina nuclear de Fukushima, Japão, em 11 de março de 2011.

Nesse dia o mundo foi sacudido pela noticia da tragédia que se abateu sobre o Japão, com um terremoto de 8,9 graus, um dos maiores de que temos conhecimento. Com epicentro a 130 km da sua costa leste, ele provocou em seguida um maremoto (tsunami) com ondas de mais de 10 metros de altura, que invadiram mais de 10 km de terra. Houve milhares de mortos e uma enorme destruição.

E até hoje todo o Japão se sente ameaçado pelos efeitos desse chamado “acidente nuclear”. Segundo o governo japonês os problemas hoje estão sendo resolvidos, mas ele é contestado pelos que dizem que “a declaração do governo se baseia em uma suposição. Não existe base científica e factual para comprovar que a situação está sob controle”.

O desastre ocorrido no Japão como que despertou o mundo para a questão nuclear. Foi como se Deus nos tivesse enviado um recado a nós, pobres seres humanos: cuidado com a tentação de se considerarem deuses...

   
 
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